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Número de mulheres cresce na Medicina

As mulheres estão cada vez mais conquistando espaço, e na medicina não é diferente.

Nos últimos 20 anos, o número de mulheres que exercem a medicina dobrou no Brasil. Elas estão conquistando cargos e lugares que, tempos atrás, diriam que elas não podiam. Os homens ainda representam a maioria, mas as médicas estão cada vez mais perto de igualar. Segundo a Demografia Médica de 2020, elas já representam 46,6%.

A Demografia Médica de 2020 foi realizada pelo Conselho Federal de Medicina e a Universidade Federal de São Paulo (USP). O estudo divulgou que o Brasil passou a contar com 500 mil médicos, chegando a uma razão de 2,38 médicos por mil habitantes.

Em 2020, as mulheres ultrapassaram os homens no grupo de idade de até 29 anos, representando 58,5%. Já na faixa etária entre 30 e 34 anos, elas continuam como maioria, 55,3%. Com o aumento de mulheres nas faixas etárias mais jovens, podemos esperar a igualdade entre os gêneros para os próximos anos.

O espaço é delas

A coordenadora da Pós-Graduação em Endocrinologia e Metabologia, Doutora Rosane Resende Brasil, contou que sempre quis ser médica. A endocrinologista sempre foi respeitada por seus colegas de profissão e trabalho. “Nunca sofri preconceitos por ser mulher e médica”, afirma Rosane.

Segundo a Demografia Médica de 2020, a Endocrinologia e Metabologia é composta por 70% de mulheres, sendo predominante no Sudeste. A própria Dra. Rosane disse que “na endocrinologia vemos o predomínio do sexo feminino”.

A professora da Pós-Graduação de Geriatria e Gerontologia, Doutora Luciana Branco, que tem 35 anos de formada, conta que na sua turma já havia 50% de mulheres. “Hoje a proporção é bem maior, e as mulheres foram ganhando espaço, inclusive em especialidades que eram consideradas mais masculinas”, disse Luciana.

As revolucionárias da Saúde

As mulheres são as responsáveis por grandes conquistas na área da Saúde, mas nem sempre são reconhecidas como deveriam. Já no passado elas mostram que vieram para mudar gerações.

Nascida no Reino Unido, Elizabeth Blackwell migrou para os Estados Unidos com 10 anos de idade. No território americano, Elizabeth tornou-se a primeira médica a se formar e exercer medicina nos Estados Unidos. Além disso, a médica também ficou reconhecida por ser a primeira mulher a receber um doutorado no país.

No Brasil, a gaúcha Rita Lobato Velho Lopes tornou-se a primeira médica brasileira. Ela defendeu a tese “Paralelo entre os métodos preconizados na operação cesariana”. Outra brasileira que serviu de exemplo para várias mulheres é a baiana Maria Odília Teixeira, que foi a primeira mulher negra a concluir o curso de Medicina.

Elas deram a inspiração para a entrada de outras mulheres na Medicina, assim abrindo porta para grandes descobertas. Por exemplo, o primeiro diagnóstico de AIDS no Brasil foi realizado pela dermatologista Valéria Petri em 1982. A médica ainda relacionou o sarcoma de Kaposi como uma manifestação da doença, além de outras afecções dermatológicas.

Outro grande exemplo do olhar atencioso de uma médica é Adriana Melo, que foi essencial na descoberta da ligação entre microcefalia e o Zika vírus. Adriana, que atua na área de gestações de alto risco, ficou curiosa para entender por que  na maioria dos casos de fetos com malformação normalmente as gestantes tinham manchas avermelhadas. Assim, após uma análise, a médica concluiu a relação da malformação com o vírus. 

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